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O MEU PAÍS

Não sei se chorro ou acho graça,
Do que leio no asqueroso jornal,
Só no tocar, me angustio, passo mal,
Em ler tanta ganância tanta desgraça.

Os mendigos que passam fome na praça,
Se cobrem com o papel das redações,
Mas sabem que se cobrem de bandidos e ladrões,
Que se estampam em retratos cheios de traça.

Não me canso de ganir altos brados,
Já que aos olhos do político sou um cão,
Que obedeçe ao dono, ao patrão,
Ou passa os dias encarcerados.

Mas não me canso de esperar, nem da esperança,
De que no meu País limpe-se a sujeira,
Pensem no povo, com amor, sem bandalheira,
Um tempo assim do qual sequer temos lembrança.

Wlad

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