Hoje estou me sentindo bastante carente, solitária, apesar de sempre rodeada de pessoas, calada e até meio tristonha, dizem, que nossos sonhos são as nossas carências e ou desejos, talvez seja por causa do sonho que tive esta noite, que estou me sentindo assim.

Beijos mils a quem aqui vier e milzões a quem comentar....rsrs

UM SONHO

Ela entrou no quarto, e se deparou com ele dormindo

Atravessou silenciosamente o quarto

Ajoelhou-se ao lado do vulto adormecido

Na grande cama de casal

A penumbra do quarto era suficiente

Para que pudesse examinar-lhe o rosto

No sono, as linhas nos lados da boca se atenuavam

Ela admirava-o ternamente

Parecia aprisionado em alguma solidão

Dormia o sono da infância, vulnerável

Um tanto suplicante a expressão no rosto

Parecia indicar que se perdera no meio do caminho

Ela roçou seus lábios nos dele

Beijou-o novamente, ele continuou a dormir

Não era nada galante da parte dele

Ela o beijou mais uma vez, pensando em ir embora

Ele acordou com um suspiro de surpresa

Ainda adormecido ele murmurou

" Ahn o melhor beijo..."

Ela o beijou novamente, de leve,

Antes que pudesse dizer qualquer coisa

Ele a levantou do chão, onde ela ainda continuava ajoelhada

E ajeitou-a embaixo do edredom

Abraçou-a , tão gentilmente como a uma criança adorada

Ficaram assim aninhados por algum tempo

Cada um experimentando o calor do corpo do outro

Ouvindo as respectivas respirações e pulsações

Era uma comunicação sem palavras

Tão extraordinária que nenhum dos dois se atreveu a falar

Pouco a pouco foram se entregando

Cada vez mais de corpo e alma

Absorvidos na força vital um do outro

Até que finalmente sem vozes nem movimentos

Alcançaram a confiança mútua que estava

Aguardando o momento para desabrochar

Ela sentiu-se frágil e rara para ele

A difusa luz do quarto, refletia sobre o dourado dos cabelos dela

A essa luz ele pôde contemplar os olhos dela, abertos

Extasiados, brilhando como duas estrelas gêmeas

Os beijos com que ela o acordou

Eram agora apenas suaves lembranças

Da chuva de beijos escaldantes que ela recebia agora da boca dele

Ela abria-lhe os lábios, atordoada, ansiosa e ousada

Arqueava seu corpo de encontro ao dele

Guiou as mãos dele para seus seios,

Até que ele os tocasse, acariciasse

Ela que tirou a fina camisola que cobria seu corpo

Num gesto impaciente jogou-a ao chão

Ela quem guiou as mãos dele por toda extensão de seu corpo

Foi ela quem o tocou onde quer que pudesse alcançar

E ele compreendeu que a fragilidade dela, era a sua força

E que ela o queria sem reservas

Então, ele dedicou-se à tarefa gloriosa

Mal percebendo que a vida nunca antes fluíra dele sem estática

E a interferência do pensamento, nunca estivera tão perto

De beber o vinho fundamental da vida

Provou-o nos lábios dela, nos seios, na barriga e em toda a sua pele

E quando a penetrou, soube que finalmente encontrara a fonte

Ela estava agora quieta, invadida, repleta, submissa

Tinha a sensação de que flutuava num rio de águas cristalinas

Com passarinhos cantando em belas arvores nas margens

Havia mais que uma sensação de paz

Quando ambos aceleraram os movimentos, ofegaram

Procuraram ansiosamente,

Até finalmente alcançarem a vitória suprema.

Mas era apenas um sonho que Ela sonhara.

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O que é isto?