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DESAMOR
Hoje sou o eco de meus sentimentosEsperando a lua retornar
Me defino
Mas as formas me destroem no tempo
Sou pranto e ópio de tristeza
Uma vez mais apanhei da vida
Quebrei a cara e a alma
Meu amor se perdeu na ausência
Aperto minha garganta dura como chumbo
Meu rosto transformado em mágoa
Meus olhos fixos no nada
Minhas mãos vão em procuras vãs
E em tempo eu descubro
Já não sou nada !!!
Eu uma luz frágil e opaca
Que não soube se fazer amar
Afinal são as patadas da natureza
É um último grito
Uma última gota
E a mesma dor constante sempre
Ficou a sombra de meus olhos
Ficou EU
Sombra medíocre
Que amou o DESAMOR.
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